O diretor geral de formação do futebol do Benfica, Pedro Milhomens, considera que António Silva é um exemplo de resiliência e revelou dificuldades sentidas pelo defesa central para se impor nos escalões de formação do clube.
“o António [Silva], aos 13 anos, provavelmente tinha 11 anos de idade biológica”, mas graças à “política de formação do clube” conseguiu singrar no futebol sénior.
“Ele mostrou que o bilhete de identidade não é, agora, na idade adulta, a questão fundamental. É a sua qualidade, a sua capacidade de trabalho e de superação. É um exemplo de capacidade de trabalho e de resiliência e neste momento tem o prémio merecido e deve estar orgulhoso”, disse Pedro Mil-Homens.
António Silva, de apenas 19 anos, foi hoje convocado pela primeira vez para a seleção portuguesa de futebol e vai integrar o grupo de 26 jogadores chamados por Fernando Santos para disputar a fase final do Mundial2022, no Qatar.
No dia em que foi apresentado o documentário ‘Benfica: Fábrica de Sonhos’, que estreia na sexta-feira, numa plataforma de ‘streaming’, o defesa confessou também as dificuldades de adaptação que sentiu nos primeiros meses, no Seixal, que o levaram a regressar a Penalva do Castelo, de onde é natural, antes de se impor definitivamente nos ‘encarnados’.
“Não sou um miúdo especial, mas sou um caso à parte. Se não fui o que tive mais, fui um dos que teve mais dificuldades. Se não fosse o suporte do Benfica Campus, não estaria aqui”, disse o jovem defesa central a uma plateia de convidados que assistiram, no Seixal, ao primeiro episódio do documentário.
O jovem central foi chamado por Roger Schmidt aos trabalhos da equipa principal do Benfica na pré-época, estreaando-se como titular na deslocação ao Estádio do Bessa, para a I Liga.