A Austrália concedeu esta terça-feira asilo a cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do Irão, consideradas como traidoras no seu país após se recusarem a cantar o hino iraniano antes de um jogo.
A decisão foi tomada por receio de que fossem perseguidas ao regressarem ao seu país de origem, anunciou o ministro do Interior australiano, Tony Burke.
Cinco jogadoras, incluindo a capitã Zahra Ghanbari, fugiram do hotel durante a noite.
Os 26 membros da delegação iraniana chegaram ao país alguns dias antes do início dos ataques norte-americanos e israelitas, que resultaram na morte do antigo líder supremo, o ayatollah Ali Khamenei.
As atletas permaneceram em silêncio enquanto o hino iraniano tocava antes do primeiro jogo da Taça Asiática contra a Coreia do Sul, dois dias após o início da guerra lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel. No entanto, cantaram o hino nos jogos seguintes.